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Problemas urbanos e questões da cidade

O problema do crescimento demográfico em Florianópolis não é novo. Há mais de 30 anos essa questão vem sendo discutida.

De acordo com o Relatório Sinais Vitais (2015), uma grande parte do aumento populacional em Florianópolis é atribuída ao intenso fluxo migratório de diversas regiões catarinenses, de outros estados e mesmo de outros países. O relatório aponta que "Entre 2008 e 2014, a cidade cresceu em média 2,8% ao ano, recebendo cerca de 40 mil novos habitantes". Para se ter uma noção desta problemática, o IPUF - Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis desenvolveu uma análise histórica e uma projeção da dinâmica demográfica da cidade que foi apresentada no Relatório Florianópolis: dinâmica demográfica e projeção da população por sexo, grupos etários, distritos e bairros (1950-2050). O documento aponta que a população da grande Florianópolis deve dobrar de tamanho por volta de 2050, chegando a aproximadamente 1 milhão de habitantes, conforme é possível visualizar no gráfico a seguir:

grafico 1.pngDe acordo com o relatório a perspectiva de crescimento populacional apresentada no gráfico é subestimada e especialistas apontam um aumento mais significativo, principalmente após os anos de 2030. Em consonância com o crescimento populacional acelerado, o relatório dos Sinais Vitais (2015) aponta para um grande movimento diário de pessoas que trabalham ou estudam na cidade, mas que não residem em Florianópolis. Soma-se a isso o grande aumento de pessoas residindo temporariamente na ilha durante a temporada de verão. Ainda de acordo com os Sinais Vitais (2015, p.8), apesar de não habitarem na cidade, "cerca de 120 mil pessoas todos os dias utilizam-se da sua infraestrutura básica o que acaba por sobrecarregar a demanda por saneamento, transporte, energia e outros serviços em geral".

A dinâmica demográfica vem sendo acompanhada pelos principais órgãos de planejamento urbano da cidade de Florianópolis. Um fator de relevância apontado pelo Relatório do IPUF (2008), bem como pelo Relatório Floripa Te Quero Bem (2012) consiste na evolução dos diferentes tipo etários. Os relatórios demostram a tendência demográfica de que a idade média da população tende a aumentar e que o número de pessoas com 60 anos ou mais deverá se ampliar 4 vezes até o ano de 2030. A tabela a seguir apresenta uma estimava de crescimento dos grupos etários a partir de uma comparação do ano de 2010 e 2035.


Os resultados desse processo podem ser verificados através da análise de diversas dimensões de desenvolvimento da cidade e dos desafios a serem superados nas próximas décadas. O Relatório Floripa Te Quero Bem (2012) destaca que o impacto desses fatores sobre as exigências de planejamento e sobre as condições de segurança, saúde, educação, mobilidade são consideráveis, e, por este motivo, a importância de compreender a dinâmica demográfica da cidade.

Fonte: Relatório Floripa Te Quero Bem (2012) 

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