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Questões da Saúde

A demanda aumentou em proporção maior que a capacidade do sistema, porém os indicadores se mantêm estáveis.

A temática da saúde em Florianópolis, apesar de apresentar pontos positivos se comparada ao contexto nacional, ainda apresenta uma série de desafios que podem se complexificar com o crescimento populacional acelerado e o consequente esgotamento da capacidade do sistema de saúde do município de atender tais demandas. O investimento na saúde básica e na saúde da família tem proporcionado índices positivos no que tange ao contexto da saúde na cidade, conforme aponta o Relatório dos Sinais Vitais (2015). No entanto, no que tange aos atendimentos de especialidades e de alta complexidade, os desafios são maiores, já que o sistema de saúde também é utilizado por moradores de outras cidades do estado de Santa Catarina.


De acordo com Plano de Ação Florianópolis sustentável (2015), os indicadores de saúde de Florianópolis são bastante positivos em todos os quesitos básicos do setor. Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, em 2013, a esperança de vida ao nascer, para o conjunto da população, aumentou 6,1 anos nas últimas duas décadas: do piso de 71,3 anos de vida em 1991 para 74,4 anos em 2000 e 77,4 anos em 2010, maior do que a média do estado e nacional. Destaca-se que em 2010 a esperança média de vida ao nascer era de 76,6 anos para o Estado de Santa Catarina e de 63,9 anos para o Brasil.

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Nos últimos cinco anos, foram abertos novos estabelecimentos de saúde, entre públicos e privados. Porém, a ampliação dos equipamentos de atendimento não acompanhou o aumento da demanda gerada pelo crescimento populacional. Já a média de consultas médicas por habitantes, no sistema público de saúde, tem se mantido estável desde 2009 (Sinais Vitais, 2015).


De acordo com o relatório Sinais Vitais (2015), em Florianópolis 14% da população é obesa, o que está abaixo da média nacional (17,9%). Entretanto, 51% da população está acima do peso, um percentual que vem aumentando desde 2006 e está próximo à média nacional, que é de 52,5%. Cerca de 5,5% da população de Florianópolis tinha Diabetes Mellitus em 2013, o que é um número baixo se comparado à média nacional, de 11,7% em 2012. Porém, dado o crescimento de outras doenças como a obesidade e a piora no consumo de alimentos, esse dado deve ser sempre observado, ainda mais porque o diabetes pode potencializar o surgimento de outras doenças. A prevalência de hipertensão na população de Florianópolis se manteve em torno de 20%, de 2007 a 2013, sendo mais comum em pessoas de mais idade. Uma grande questão a ser observada neste caso é o aumento dos níveis de estresse, o que pode ser gerenciado com um estilo de vida que compreende atividade física, lazer e alimentação saudável.



Fonte: Relatório FTQB, 2012.


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